domingo, 31 de maio de 2009

SÉRIE: PERSONALIDADES DA MÚSICA INSTRUMENTAL - URBANO MEDEIROS


Nasceu numa família judaica em São João do Sabugi na região do Seridó em 31/10/1956 . Aos sete anos de idade, o garoto já tocava saxofone soprano na filarmônica de sua cidade. Seu principal impulsor na carreira musical foi o pai, Bill Medeiros, que o instruiu nas primeiras lições.
Neste tempo, Urbano já chamava a atenção do público por onde se apresentava, uma vez que executava melodias de um nível bastante difícil. Com tanto talento, ele ficou marcado na música por intermédio do acordeonista Sivuca, que conheceu num concerto musical em São João do Sabugi.

Ainda adolescente, com 17 anos, foi nomeado pelo Ministério da Cultura como “o maestro mais jovem do Brasil”, já que era regente da Filarmônica do Colégio Estadual de Caicó. Aos 18 anos era o primeiro saxofonista do Batalhão de Engenharia de Construção (BEC), ainda em Caicó (RN), e depois em São Gabriel da Cachoeira (Amazonas). Suas profissões foram as mais diversas. Após ter morado muitos anos em São Paulo, pôde experimentar ser radialista, ator, arte-educador e comunicador; além de apresentar-se como músico instrumentista erudito.

Urbano Medeiros é casado e tem três filhos e um neto. Já passou por quase 5.000 cidades do Brasil e do mundo divulgando a nossa cultura e tocando músicas com finalidades terapêuticas para pessoas doentes. O musicista corre mundos com o objetivo de levar, ao vivo e pelos meios de comunicação, a sua prática artística. Suas obras - vinte CDs, seis DVDs e dois livros - viajam pelos quatro cantos da terra. Países como o Brasil, USA, Canadá, Argentina, Itália, França, Suíça, Portugal, Lituânia, Ucrânia, Iraque, Afeganistão, Rússia, Egito, Israel, Líbano, Síria e outros já ouviram falar neste artista de Deus.

Fonte: http://www.urbanomedeiros.com/bio.html

quinta-feira, 28 de maio de 2009

SÉRIE: PERSONALIDADES DA MÚSICA INSTRUMENTAL - HONÓRIO MACIEL

Honório Maciel e sua esposa Júlia, no princípio
do século XX.
Foto de J. J. Oliveira, do Recife.


Honório Maciel da Fonseca era pernambucano, nomeado pelo presidente Nilo Peçanha, em 1909, como Capitão Assistente da 61ª Brigada de Infantaria da Guarda Nacional, sediada em Limoeiro-PE. Conta-se que querelas políticas fizeram-no instalar-se em São João do Sabugi em 1924, com loja de tecidos. Dois anos após sua chegada, conseguiu fundar uma banda de música, a atual Filarmônica Honório Maciel. Para esse intento, arrecadou dinheiro através de doações, bem como com a realização de leilões e exibição de filmes cinematográficos. No ano de 1928, o maestro foi acometido de febre tifóide, vindo a falecer.
Informação: Honório Maciel foi maestro da Banda Musical Euterpe Jardinense nos anos de 1921 e 1922.


Fonte: http://sabugibyjq.zip.net/arch2007-08-12_2007-08-18.html

quarta-feira, 27 de maio de 2009

BANDA MUSICAL DA CIDADE DE FLORÂNEA

Uma das mais antigas fotos da banda de Florânea




A criação da primeira banda de música de Florânia, deu-se por volta de l898, com a iniciativa do Professor Manoel Fernandes, quando a cidade ainda era chamada de Flores. Este professor ficou a frente da Banda até os idos de 1918.

Conta-se que na sua constituição, a Banda recebeu apoio de alguns imigrantes italianos radicados na vila de Flores, que promoviam em sua residência saraus musicais em companhia de sua família. O apoio do comerciante Antônio Giffoni foi de grande importância para a organização de uma banda na Vila de Flores.

Nos primeiros anos, funcionava na Escola de Instrução Primária onde hoje é a Delegacia de Polícia. A Banda contou com a colaboração de vários mestres, entre eles, Manoel Dantas (Fumaça) [grifo nosso], Inácio Fernandes Vieira, Tonheca Dantas [grifo nosso], Arnaldo Toscano de Medeiros, Ellusipo Oscar de Oliveira e Marciano Ribeiro da Costa. Ainda coordenaram a Banda os músicos Wilson Severino de Souza, Manoel Cícero Romão e Marciano Ribeiro Júnior.

No período de 1919 a 1937, a direção da Banda de Música esteve sob a responsabilidade do Sargento da Polícia Militar o Sr. Ellusipo Oscar de Oliveira. O Maestro Marciano Ribeiro da Costa assume a direção da Banda no ano de 1941, este que dedicou até aproximadamente o ano de 1995. Sua fase áurea verificou-se no ano de 1972, quando obteve o primeiro lugar no I Festival de Conjuntos de Bandas de Músicas realizado em Natal. Neste festival, a Banda de Música denominada "Arnaldo Toscano de Medeiros"

A Banda goza de prestígio na região do Seridó, participando de diversos eventos sócio-educativos e religiosos pelas cidades vizinhas.


Fonte: http://www.inforside.com.br/printarticle.aspx?ID=12&sectionID=4

terça-feira, 26 de maio de 2009

BANDA DE MÚSICA 11 DE FEVEREIRO DÁ SEU ÚLTIMO ADEUS Á "MARIA DA BANDA"

Maria da Banda
























A Banda de Música 11 de Fevereiro da cidade de Parelhas deu seu último adeus na manhã de hoje, 26/05, à Maria de Fátima Araújo, Maria da Banda, como era mais conhecida, a qual faleceu aos 63 anos de idade, boa parte deles dedicados à Banda de Música.


A missa de corpo presente foi celebrada na Igreja Matriz de são Sebastião, na ocasião, prestaram homenagens a Maria da Banda: A bandinha de flauta doce do povoado Juazeiro, a bandinha de flauta doce “Dr. Mauro Medeiros” – ambas fundadas pela mesma - , e Filarmônica 11 de Fevereiro que além de executar a valsa “Royal Cinema” de Tonheca Dantas, seguiu em cortejo até o cemitério municipal, no qual houve mais homenagens individuais, desta vez pelo o ex-maestro Tonheca Dantas Filho, o maestro atual, Emanuel e o trompetista Chocolate, onde fizeram seus instrumentos chorarem por aquela que tanto contribuiu para a música instrumental parelhense.



A equipe do “CORETO” se solidariza aos familiares, amigos e a todos os integrantes da “Banda de Música 11 de Fevereiro”.

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NAS ESCOLAS



A educação física desenvolve o físico enquanto a música desenvolve a mente, equilibra as emoções proporcionando paz de espírito, na qual o indivíduo pode melhor concentrar em qualquer campo de pesquisa e do pensamento filosófico.

Aulas de música na infância realmente desenvolvem o cérebro. Pesquisadores alemães descobriram que a área do cérebro utilizada para analisar tons musicais é, em média 25% maior nos músicos. Quanto mais cedo começar o treino musical maior a área do cérebro desenvolvida. Depois de aprenderem as notas musicais e divisões rítmicas os estudantes de música tiveram notas 100% maiores que seus companheiros que tiveram aulas de frações pelos métodos tradicionais.

A Universidade da Califórnia em Irvine descobriu que após seis meses tendo aulas de piano, crianças pré-escolares tiveram desempenho 34% melhor em testes de raciocínio tempero-espacial que aquelas que não tiveram, nenhum treino ou aquelas que tiveram aulas de informática.

Pesquisadores acreditam que a música é uma forma superior de ensinar os estudantes primários o conceito de frações. Crianças que estudam música saem-se melhor na escola e na vida, normalmente recebem notas mais altas nos testes de aptidão escolar.
Alunos adolescentes, em colégios com regime de internato, que estudaram música obtiveram 52 pontos mais na parte verbal de seus testes de aptidão escolar e 37 pontos a mais em matemática (89 pontos combinados) que aqueles sem instrução em música.
Platão disse uma vez que a música é “um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”. Agora os cientistas sabem por quê. A música, eles acreditam, treina o cérebro para formas superiores de raciocínio.

Na mesma universidade, estudaram o poder da música observando dois grupos de crianças em idade pré-escolar. Um grupo teve lições de piano e ]cantava diariamente no coro. Após oito meses, as crianças musicadas, de três anos de idade eram experts no domínio de quebra-cabeças, atingindo desempenho 80% superior ao que seus colegas conseguiram em inteligência espacial – habilidade de visualizar o mundo acuradamente.

No tempo do grande compositor Heitor Villa-Lobos foi introduzida na grade curricular a disciplina de música nas escolas do Brasil. Naquele tempo as crianças cantavam e formavam o Grande Coral apresentando-se em estádios de futebol, centros de convenções e outros especialmente em datas cívicas. Por motivos alheios aos mestres da música, tal disciplina foi mudada para Educação Artística, matéria com várias artes incluindo a música.
Assim a música foi ficando de lado, pois, a maioria dos professores com pouco ou nenhum conhecimento de música, contribuído para a extinção do departamento de música nas escolas e colégios.
O que aconteceu? O rendimento escolar caiu e o problema de disciplina e de drogas nas escolas aumentou. Segundo um estudo conduzido na Universidade do Texas, alunos de música em idade escolar têm menos problemas com álcool e drogas, são emocionalmente mais saudáveis e se concentram melhor que seus colegas não músicos.

Vendo toda a problemática acima descrita percebemos que já é hora de entendermos a importância da música nas escolas.

sábado, 23 de maio de 2009

SÉRIE: PERSONALIDADES DA MÚSICA INSTRUMENTAL - MANOEL FELIPE NERY



Chamado pelos músicos de Filipim, e de Menezim, pelos sobrinhos, Manoel Felipe Nery integrou a Filarmônica Honório Maciel, desde a sua fundação, tocando bombardino e trombone, posteriormente assumindo a regência e tornando-se exímio maestro. Dedicado a música, Manoel Felipe era compositor e foi professor de música em São João do Sabugi e em Ouro Branco.
Constituiu família com Severina, com quem teve uma filha, Mina, já falecida. Viúvo, casou-se com Maria do Carmo, da cidade de Ouro Branco, com quem teve 10 filhos. Morou em Ouro Branco, onde transmitiu seu conhecimento sobre música; inclusive, a filarmônica daquela cidade tem seu nome: Filarmônica Manoel Felipe Nery.

Após 16 anos de vivência em Ouro Branco, retornou para São João do Sabugi. Na época escreveu a letra da música “Voltei a Minha Terra”, numa referência ao desejo de voltar a nossa São João do Sabugi; onde permaneceu até o último de seus dias.

Fonte: http://aflordaterra.blogspot.com/2008/05/artista-da-terra-vi-manoel-felipe-nery.html

sexta-feira, 22 de maio de 2009

FILARMÔNICA DE OURO BRANCO-RN



Fundada em 1978 - Tendo como idealizadores o então prefeito na época, Dr. Francisco Lucena de Araújo Filho, juntamente com o Padre Ernesto da Silva Espínola (hoje Mons. Ernesto), e parte da comunidade local - a banda musical de Ouro Branco-RN, deu inicio a suas atividades com a instalação da Escola de Música sob responsabilidade do Sr. Urbano de Araújo Medeiros, no salão da Casa Paroquial.

A idéia do nome da banda partiu do maestro Urbano Medeiros e teve aprovação de todos que faziam parte da mesma, permanecendo até hoje: Filarmônica Manoel Felipe Nery.
Seu primeiro maestro Urbano Medeiros rege a banda de música até 1981. Desde então já passaram pela regência da banda musical Ourobranquense os senhores Severino Salvino de Medeiros (Seu Bio – in memorian), Delano Lucena, Ubaldo Medeiros, Amariudo dos Santos Silva, Ademir dos Santos Silva (o mesmo atualmente continua à frente da referida filarmônica).

A Filarmônica Manoel Felipe Nery - que é mantida pela prefeitura municipal de Ouro Branco-RN - tem uma trajetória brilhante desde sua fundação. É ela que abrilhanta as festividades cívico/religiosas e datas comemorativas como: a Festa da Colheita, do Divino Espírito Santo, desfile do 07 de setembro, dentre outros. Além disso, suas apresentações não se restringem apenas a Ouro Branco, sendo esta convidada a se apresentar em várias outras cidades do RN e PB nos mais diversos eventos culturais.

Associação Comunitária dos Músicos Ourobranquenses - ACMO:

Em 2004 surge a idéia de se fundar a Associação Comunitária dos Músicos Ourobranquenses, essa idéia foi possível de ser concretizada graças ao programa Desenvolvimento Solidário.

A Associação Comunitária dos Músicos Ourobranquenses (ACMO) tem como finalidade fomentar a arte musical e manter a Filarmônica Manoel Felipe Nery.

A partir da Associação foi conseguido inúmeros progressos como por exemplo, a construção da Escola de Música e a aquisição de instrumentos musicais.

Informação: O maestro e compositor Orilo Segundo Dantas de Melo compôs um belíssimo dobrado em homenagem ao mestre “Manoel Felipe Nery” batizando-o com o mesmo nome.

terça-feira, 19 de maio de 2009

SÉRIE: PERSONALIDADES DA MÚSICA INSTRUMENTAL - MESTRE CHIQUITO



Francisco Fernandes Filho, nasceu em Santa Luzia-PB, onde, aos nove anos, passou a exercitar a música, chegando a participar de Banda de Música daquela cidade. Em 1981, veio para João Pessoa, onde bacharelou-se em Música. Em 1984, junto com um grupo de alunos do Departamento de Música da UFPB, fundou a Orquestra Metalúrgica Filipéia, com o objetivo de resgatar a Cultura de Big-Bands, pesquisar e divulgar a música nordestina e servir de laboratório para instrumentistas, cantores, arranjadores e regentes.

FILARMÔNICA DE CRUZETA




A ASSOCIAÇÃO MUSICAL DE CRUZÊTA – AMUSIC, fundada em 14 de maio de 1999, tendo como objetivo de manter e dirigir o trabalho da Escola Municipal de Música e da Banda Filarmônica de Cruzeta. É uma entidade sem fins lucrativos, voltada para a questão social, educacional e cultural, tendo como base o ensino e a prática coletiva da música, oportunizando a inclusão de crianças e jovens no processo de construção da cidadania, dando-lhes condições de desenvolverem suas potencialidades participando da vida da comunidade como verdadeiros cidadãos.

Durante esses nove anos de atuação a AMUSIC tem obtido resultados bastante satisfatórios, sendo inclusive, objeto de pesquisas para Teses Acadêmicas, como também, modelo para vários projetos similares implantados em diversas cidades do Estado do Rio Grande do Norte.

Entre as diversas atividades desenvolvidas pela AMUSIC, podemos destacar:

* Construção da Sede da Escola Municipal de Música;
* Angariação de 70 (setenta) instrumentos para a Banda Filarmônica de Cruzeta;
* Curso de Iniciação Musical e Musicalização para 150 crianças e jovens;
* Criação da Banda de Flauta Doce professora Margaret Keller com 80 integrantes;
* Ampliação da Banda Filarmônica de Cruzeta de 14 para 80 componentes;* Criação do Projeto Música de Câmara com Quartetos, Quintetos, Sextetos, Big Band;
* Grupo Regional de Chorinho;
* Criação da Banda de Pífaro;
* Criação do Programas de bolsas/passagens para alunos que ingressam nos Cursos Técnicos, Licenciatura e Bacharelado em música da Escola de Música da UFRN (EMURFRN) ou do Instituto de Música Waldemar de Almeida – FJA ) todos na capital do Estado, beneficiando atualmente a 25 estudantes;
* Realização em parceria com o Governo do Estado do RN, de 03 Seminários de Música com 600 vagas distribuídas entre os estados do RN, PB, CE e PE;
* Realização de Cursos de Reciclagem para músicos da Banda Filarmônica de Cruzeta;
* Apoio aos alunos em Seminários, Simpósios, Festivais, dentro ou fora do estado do RN;
* Gravação de 05 CD’s da “Filarmônica de Cruzeta”;
* Participação no Projeto Circuito Cultural do Banco do Brasil – 2005 em Natal;
* Participação no 18º Festival de Inverno de São João Del Rei – Minas Gerais;
* Realização do I Festival de Bandas do Rio Grande do Norte – FESTBAM, patrocinado pelo BNB Cultural, em 2006, sendo a Filarmônica de Cruzeta Campeã do Evento;
* Fundação de uma Biblioteca “Olga Aranha”;
* Conserto e manutenção do acervo instrumental;
* Xerox e material de expediente e informática;
* Criação do acervo musical com mais de 1.000 peças;
* Manutenção da sede;
* Fardamento;

O trabalho realizado pela AMUSIC, tem sido notícia em diversos periódicos, revistas, rádio e TV. O Documentário “ Cruzeta, uma Cidade Musical” que enfatiza o trabalho musical dirigido pela AMUSIC na cidade de Cruzeta, foi o vencedor do 7º Festival de Cinema de Natal realizado em julho de 2007, sendo contemplado a concorrer representando o RN no Festival de Cinema Nordestino.






segunda-feira, 18 de maio de 2009

FILARMÔNICA DUARTE MACHADO




A Banda de Música do município de Santa Luzia-PB, foi fundada em 24 de novembro de 1874, por um grupo de representantes da sociedade, elegendo como regente o maestro Plácido César que foi sucedido em 1875 por Antônio Liberalino e este, pouco depois, por seu irmão Belarmino F. da Nóbrega.


Em fins do século XIX, a batuta passou para o professor Ezequiel Fernandes, o qual desenvolveu importante trabalho levando a referida Banda a adquirir fama nas cidades circunvizinhas e até mesmo fora do Estado.


Com o falecimento do maestro supra citado no ano de 1912, em virtude de um ataque cardíaco provocado pelo forte abalo sofrido, quando o cangaceiro Antônio Silvino em sua passagem por esta cidade, atacou a sede da Banda, danificando o instrumental e consequentemente, desestruturando o trabalho até então realizado, o senhor José Machado com o intuito de defender tão importante patrimônio cultural da terra, assumiu e reorganizou o grupo, elevando e fortalecendo o aspecto moral e entregou a parte administrativa à Paróquia no período de 1912 a 1918.


Neste ano houve uma crise em decorrência do estado deplorável do instrumental e, como conseqüência, um desânimo entre os músicos. Foi quando ocorreu uma reação de populares da terra que fundaram uma sociedade com o objetivo de manter a Banda e reconquistar seu prestigio de antes, comprando novos instrumentos e contratando o maestro Enéas Hipólito Dantas, da cidade de Carnaúba dos Dantas-RN, que reorganizou a Banda, dando-lhe o nome de “Filarmônica 23 de Maio”, em homenagem à data natalícia do ilustre paraibano Epitácio Pessoa.


Em 1920, o senhor José Theódulo Fernandes, filho de Ezequiel Fernandes assumiu a direção da Banda, posto que ocupou por mais de vinte anos, passando a batuta para o seu discípulo Ernani da Veiga Pessoa, professor, musicista e compositor, em 1943.Em 1964, o maestro Ernani da Veiga Pessoa passou a regência ao seu genro Sebastião de Jesus Machado, conhecido simplesmente por Bá, e este, em 1980 entregou o cargo ao seu irmão João Fernandes Machado, conhecido por Bêia, que por sua vez passou ao seu também irmão José da Costa Machado em 1997. Todos filhos do músico Duarte Augusto Machado e netos do maestro Ezequiel Fernandes e José Machado.José da Costa Machado faleceu em abril de 1998, deixando a regência para o seu sobrinho maestro Anselmo Duarte da Nóbrega Machado, filho do maestro João Fernandes Machado.


O atual nome “Filarmônica Duarte Augusto Machado” deve-se a Lei Municipal Nº 119/94, de 20 de maio de 1994, de autoria da vereadora Maria Creuza de Lima e sancionada pelo Poder Executivo, que considera a importância do senhor Duarte Augusto Machado assim como de seus filhos e netos para o crescimento da Banda.Oriundos da Banda de Música Augusto Duarte Machado espalham-se pelo Brasil músicos importantes, como: Ten. Dival Dias de Medeiros; Ten. Vicente Fernandes; Ernani da Veiga Pessoa Filho (Nandinho); Ten. João Batista de Morais; Ten. Adelson Machado; e Francisco Fernandes Filho (maestro Chiquito), regente atual.A Banda de Música Duarte Augusto Machado atualmente está composta de 37 membros, tendo à frente um maestro, um maestro assistente e um Arquivista.


Fonte: Museu de Cultura de Santa Luzia

domingo, 17 de maio de 2009

SÉRIE: PERSONALIDADES DA MÚSICA INTRUMENTAL - JAIME BRITO



Jaime de Medeiros Brito, nasceu em Jardim do Seridó-RN, no dia 1º de março de 1922, filho de José de Medeiros Brito e Francisca de Medeiros Brito. Iniciou seus estudos no Grupo Escolar “Antônio de Azevedo” de sua cidade natal, concluindo o curso primário e complementar em 1936.
Desde cedo, manifestou sua vocação para arte musical, aprendendo as primeiras notas com o mestre Minervino em 1937, então regente da Banda de Música local “Euterpe Jardinense”. Logo demonstrou seu gosto pela música, assimilando com facilidade as lições que lhe eram ministradas, mesmo contrariando a vontade de seu pai, que também fora músico em sua mocidade.

Com a morte prematura de seu pai em 1940, o jovem Jaime se tornou arrimo de família, auxiliando sua mãe e apoiando-a no comando da atividade hoteleira, herdada de seu progenitor.
Em 1941 o jovem músico já participava ativamente da Banda de Música Euterpe Jardinense e propagava o seu talento ao iniciar-se como compositor de valsas, marchas, frevos e dobrados: sua primeira composição foi a Valsa Anita Costa em homenagem á sua amada com quem se casou em 13 de maio de 1944.

Logo veio o primeiro filho batizado com o nome do avô – José de Medeiros Brito Neto – que veio a falecer na primeira infância.Convocado para servir ao Exército Nacional em plena II Guerra Mundial, apresentou-se e foi incorporado ao 16º Regimento de Infantaria, em Natal. Como tinha aptidão, passou a integrar a Banda de Música do Regimento na graduação de 3º Sargento Músico. Terminada a guerra, em 08 de maio de 1945, foi posteriormente promovido a 2º Sargento Músico e em 1948 a 1º Sargento.

Em 17 de janeiro de 1947, nasceu em Natal o 2º filho do casal – Renan Roberto – bancário aposentado.Em 05 de maio de 1955, nasceu Rênio Ricardo, também nesta capital, cirurgião dentista residente em Portugal.Em 10 de julho de 1959, chegou a filha que faltava com o nome de Ridan Rosane, formada em Letras e funcionária da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Em 1961 é transferido para servir no Regimento Escola de Infantaria, no Realengo, Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1972, quando passou para a reserva do Exército, no posto de 1º Tenente-R1, retornando à Natal onde fixou residência.

Em 1973, foi convidado para reger a Banda de Música “Euterpe Jardinense” em sua terra natal, permanecendo nessa função até 1983 quando foi nomeado Assessor Administrativo da Secretaria de Saúde do Estado, cargo que exerceu até 05 de julho de 1991, quando foi acometido de um acidente cardiovascular que o obrigou a afastar-se da atividade pública.

Cabe aqui um registro sobre as composições musicais de sua autoria: Anita Costa (valsa), Cônego Ambrósio (marcha), Saudades de Zuza (dobrado), João Vilar (Dobrado), Manoel Brito (dobrado), Hindemburgo Nunes (dobrado), Chiquinha Brito (marcha de procissão), Coração de Jesus (marcha de procissão), Padre Ernesto (marcha de procissão), Fefa Caldas (marcha de procissão), Nossa Senhora da Conceição (marcha de procissão), Rênio Ricardo (frevo), Aristóteles no frevo (frevo), entre outras e várias peças que compôs.

Jaime de Medeiros faleceu no dia 03/01/2006, deixando como legado uma vida totalmente dedicada a música.

Autoria: Manoel de Medeiros Brito. (FERNANDES SOBRINHO, 2005, pp.12-13)

sábado, 16 de maio de 2009

SÉRIE: PERSONALIDADES DA MÚSICA INTRUMENTAL - TONHECA DANTAS

Antonio Pedro Dantas (1870-1940), era filho de João José Dantas e da escrava alforriada Vicência Maria do Espírito Santo, natural de Carnaúba dos Dantas, Rio Grande do Norte, Brasil. Tonheca Dantas, como era conhecido, foi músico, compositor e maestro, sendo autor comprovadamente de 64 peças musicais, porém estimada por alguns como tendo composto mais de mil músicas.

Despertou seu gosto pela música desde garoto, aprendendo com seus irmãos, em uma banda de música de sua cidade. Jamais teve formação superior como músico, sendo autodidata. Em 1898 foi contratado como maestro da Banda de Música da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, função que exerceu por três anos. Em 1903 mudou para Belém do Pará, sendo contratado como regente da Banda de Música do Corpo de Bombeiros em 1910 foi para a Paraíba onde regeu as bandas de música das cidades de Alagoa Grande e Alagoa Nova. Retornou definitivamente em 1911 para Natal onde passou a integrar a Banda de Música da Polícia Militar.

Sendo compositor de uma vasta obra até hoje executada pelas bandas filarmônicas Brasil a fora e até mesmo no exterior, é de sua autoria a Valsa Royal Cinema, composta sob encomenda para um cinema da cidade do Natal, pertencente a um amigo. Esta valsa foi tocada exaustivamente pela Rádio BBC de Londres, durante a Segunda Guerra Mundial, infelizmente executada como sendo de “autor desconhecido”.

Suas composições eram principalmente valsas, mas também dobrados, maxixes, hinos, xotes, polcas, marchas e outros gêneros musicais orquestrados. São obras famosas também a Valsa Delírio, a suíte Melodia do Bosque, Valsa A Desfolhar Saudades, a marcha solene Republicana e o dobrado Tenente José Paulino.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

FILARMÔNICA FELINTO LÚCIO DANTAS



A Associação Cultural Maestro Felinto Lúcio Dantas, foi fundada em 05 de dezembro de 1987, que é mantida por doações mensais dos 90 sócios atuais, e nestes quase 20 anos orgulha a cidade com trabalhos sociais e projetos de incentivo a cultura, onde concentra suas atividades privilegiando a educação e formação cultural das crianças da comunidade, afastando-as do mundo da violência e das drogas. Está situada à Rua Cipriano Pereira, 02, Acari - RN.


A referida instituição é privada e filantrópica, funcionando nos turnos manhã, tarde e noite. Com relação aos recursos humanos a Associação dispõe de Presidente, Vice-Presidente, Secretária, Diretora Financeira, Conselho Fiscal (composto por três pessoas) e um maestro que é responsável pela Banda de música. É uma sociedade cultural, com sede e foro na cidade de Acari - RN.


A denominação da entidade é uma homenagem ao músico, compositor e maestro Felinto Lúcio Dantas, com reconhecimento ao extraordinário trabalho desenvolvido em favor da arte musical do nosso estado, com expansão no cenário internacional que inclui composições executadas até hoje no Vaticano, e em outras partes do mundo.



Fonte: www.romeudantas.blogspot.com

quinta-feira, 14 de maio de 2009

MÚSICA: UMA ARTE PARA A ELEVAÇÃO DA ALMA...



A música, muitas vezes, é pervertida para servir a fins maus, e assim se torna um dos poderes mais sedutores para a tentação. Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma.
Ellen G. White

domingo, 10 de maio de 2009

HOMENAGEM DA EQUIPE CORETO AS MÃES...




Mãe! canção da vida!

Anjo
Por Deus escolhido
Estrela que cintila
Sem cessar
Mãos que embala
A canção da vida
Acalenta ao mundo
Apenas com seu olhar.

Rosa
Sagrada do paraíso
Empresta seu ventre
É Luz
De qualquer riso
Doa-se pela eternidade
Capaz de contagiar
A humanidade.

Em seus braços,
O alivio
Para qualquer dor
Em seu colo,
A proteção e o mais
Sagrado calor

Mãe!
Não há palavras,
Não há poesia
Para representar
o quanto é grande
O seu Amor.

(Sirlei L. Passolongo)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

NOTA DO BLOG:



Se Você faz parte de uma banda musical e quiser divulá-la no blog do Programa Coreto, envie-nos material como histórico de sua banda, fotos, lista de maestros e obras produzidas, aviso de participação em encontros, feiras e festivais, cursos, palestras, seminários, premiações, recebimento de instrumentos, ou qualquer outra notícia que venha a divulgar a atuação das bandas tanto no estado Rio Grande do Norte como na região Nordeste do Brasil.

terça-feira, 5 de maio de 2009

PROGRAMA CORETO - O PROGRAMA DAS FILARMÔNICAS DO BRASIL

Entrevista com Professor de Música João Simplício

Entrevista com Heryvelton - maestro de Lagoa Nova


Apresentador e operador de áudio do programa Coreto

Glauco Espínola - apresentador do Programa Coreto



Entrada da Rádio Cabugi do Seridó










sexta-feira, 1 de maio de 2009

EQUIPE CORETO VISITA OUVINTES DO PROGRAMA NA CIDADE DE SANTA LUZIA NO VIZINHO ESTADO DA PARAÍBA



No dia 27 de abril, Glauco Espínola (apresentador do programa Coreto), Joardiva de Medeiros (esposa do apresentador) e Junhão (integrante do projeto Coreto) dirigiram-se à cidade de Santa Luzia - PB, à convite de Dona Gilda Machado e sua irmã Marines Machado, ouvintes assíduas do programa, às quais prepararam um delicioso almoço para a equipe do Coreto. Na oportunidade reuniram-se na residência da anfitriã os senhores Raminho do Sax (Ex saxofonista da banda de Santa Luzia), Armando Machado (Ex trompetista da filarmônica supracitada), Hypólito Medeiros (técnico do arquivo municipal daquela urbe) e dona Neuza, todos ouvintes fiéis do programa Coreto.

A visita foi marcada pela hospitalidade e amistosidade daqueles que assim como nós da equipe Coreto apreciam a boa música produzida e executada pelas filarmônicas.

Na oportunidade, o apresentador do programa Coreto agraciou dona Gilda com um CD do programa contendo uma brilhante seleção de valsas, dentre elas, a valsa Delírio de Tonheca Dantas.

FJA PROMOVE CURSO DE MÚSICA INSTRUMENTAL NA CASA DE CULTURA DE JARDIM DO SERIDÓ.




A FJA está realizando durante os dias 29, 30 de abril e 1º de maio na Casa de Cultura Popular Poeta Antônio Antídio de Azevedo da cidade de Jardim do Seridó o curso de “Técnicas Interpretativas em Instrumentos de Sopro” ministrado pelo professor e trompetista João Símplicio. Além de integrantes da Banda Musical Euterpe Jardinense, estão participando do evento integrantes de bandas musicais de outras cidades do Seridó, como a filarmônica de Acari e Lagoa Nova.

No curso os músicos instrumentistas aprendem noções de postura corporal, técnicas de respiração, leitura e interpretações de peças musicais, e por fim, formam duetos, quartetos e quintetos de trompetes, trombones, clarinetes e saxofones e realizam um concerto para o público geral.

O curso conta com total apoio da Câmara Municipal de Jardim do Seridó e do educador Mário Fernandes Sobrinho.